Dia de Cura (ou Dia dos Pais)

pai-e-filho

Por Arno Duarte

O segundo domingo de agosto ainda é novidade pra mim, não por eu ser pai há menos de dois anos, mas por, sendo filho há mais de 40, seguir tendo muito o que entender sobre essa relação “cármica”.

Eu amo ser pai. Amo meu filho. Aprendo diariamente com ele, muito mais do que eu ensino. Presunção minha achar que sou o cara com conhecimento, pois o que de melhor posso lhe passar são apenas valores. E por isso chego ao ponto do artigo.

Antes de sermos pais, somos filhos. A data que se aproxima é o melhor momento para refletirmos sobre como víamos e vemos nossos pais, revisarmos os julgamentos que fazíamos quando crianças e que fazemos enquanto adultos, para assim termos a chance de reafirmar o respeito e honrar a nossa origem.

Sou o que sou por tudo que recebi do cara que me criou, que esteve sempre presente mesmo na ausência, enquanto buscava garantir meu sustento com o seu trabalho e estudo, que acertou muitas vezes e errou tantas outras, mas que em todas as situações colocou a melhor intenção possível, querendo que eu me tornasse uma boa pessoa.

Hoje, com maior consciência sobre vida, consigo perceber que eu achava muita coisa sem ter referência alguma, sem saber das dificuldades, das pressões do mundo ou das expectativas e frustrações dele. Eu não conhecia uma coisa chamada realidade.

Agora com meus 40 anos de idade, ainda preciso parar e olhar pra meu pai como uma pessoa, que como eu, sofre com ansiedades, medos, orgulho, vergonha, é passível de tristeza e dor. Pais não são super heróis, pois são gente como a gente, de carne e osso. Quem cuida de quem cuida?

Por isso eu digo que o Dia dos Pais também é um dia de cura, de perdão, de começar de novo se for preciso, de cuidar. É dia de olhar pra frente, com a certeza de que dentro de ti e dentro dele, além do mesmo DNA, tem o sentimento de amor, que pode estar escondidinho num cantinho do coração, mas que talvez só precise de um abraço pra transbordar em lágrimas.

“você culpa seus pais por tudo
isso é um absurdo
são crianças como você
o que você vai ser
quando você crescer”
– Pais e Filhos, Legião Urbana

ARNO DUARTE, além de papai presente, é coach e consultor organizacional na Favoo Desenvolvimento Humano e empreendedor de negócios sociais. Adora o que faz, mas não deixa de se aventurar em peças de teatro, videoclipes, música, fotografia, meditação ou em qualquer coisa que estimule expressão e criatividade. Acredita que o sentido da vida é amar e se divide entre projetos pessoais e profissionais buscando a felicidade autêntica nas 30 horas do seu dia.

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