Felizes para sempre?

Marcas-de-Quem-Decide-2015-680x680Artigo publicado no caderno Marcas de Quem Decide, do Jornal do Comércio, em 30 de março de 2015

Por Arno Duarte

Normalmente, uma pessoa é contratada pelo que tem de melhor. Na entrevista, questionamos o candidato sobre suas qualidades, defeitos, projetos que fazem brilhar o olho, histórias de sucesso e fracasso. Mas quando este candidato entra na empresa, recebe uma série de formações para se tornar outra pessoa, adaptada à cultura da corporação. As empresas agem de maneira semelhante ao que as más línguas falam do casamento: você se casa para poder transformar o parceiro em uma pessoa igual a você. E aí é muito provável que isso acabe em divórcio.

Na maioria das organizações, os planos de desenvolvimento individual ou qualquer outro nome e sigla que você dê ao seu processo, são voltadas a transformar os colaboradores em outras pessoas, colocar conteúdo em suas cabeças, fazê-los passar a utilizar formas, metodologias, padrões e processos que não são deles. Perde-se com isso todas as possibilidades que as diferenças podem proporcionar.

Falar em desenvolvimento de pessoas tornou-se uma expressão tão comum, que deixamos de pensar em novas possibilidades para o conceito. Desenvolver pessoas é muito mais do que alinhar conhecimento promovendo treinamentos técnicos ou comportamentais dentro de uma organização.

Os tempos são outros. As novas gerações, cada vez mais, querem trabalhar em projetos nos quais possam utilizar suas melhores características. Não querem mais ficar anos trabalhando em uma mesma empresa. Querem explorar o que tem de melhor no momento. Isso já é um fato.

Surge espaço para ações de aprimoramento das competências individuais, inatas ou adquiridas, e que são naturalmente evidenciadas. Basta um pequeno ajuste no foco do desenvolvimento de pessoas nas organizações para melhorar a pontaria e aperfeiçoar o que cada um tem de bom. Ninguém quer ser mudado, mas todos querem evoluir no que faz seus corações vibrarem.

É a partir do respeito à individualidade que construímos um coletivo melhor. O maior valor de uma organização é o seu colaborador, e uma empresa de valor é a que melhor sabe identificar e potencializar as competências de cada empregado. E gerenciando seus talentos com maestria.

Confira o artigo no site do Jornal do Comércio.

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