É velho mas tá pago

A celebração é a parte mais importante de um projeto, de uma conquista. Depois de suar a camiseta pra realizar algo, na maioria das vezes esquecemos de comemorar a vitória. Perdemos muito em não celebrar, e não é só da champanhe que estou falando.

Por Arno Duarte

Levou quatro anos, mas em abril eu quitei as prestações do meu carro. Tá, e daí? A questão existencial que me pegou foi o fato de que eu NÃO CELEBREI esta realização!

Não foi fácil assumir o desafio, há quatro anos atrás, de financiar o carro dos meus sonhos, vivendo um momento de mudança de cidade, de função na empresa, entre outras coisas. Eu saí da zona de conforto assumindo riscos, e mesmo depois de obter sucesso em algo que não foi fácil, segui minha vida como se não tivesse feito nada mais do que a minha obrigação.

Quantas vezes esquecemos de celebrar as nossas pequenas ou grandes conquistas do dia a dia ou de uma vida?

Celebrar conquistas te ajudará a conquistar ainda mais o que deseja. Quando começar a se comprometer com suas mudanças, sempre que conseguir algo, faça festa, celebre, mostre o quanto isso é importante para você, para que seu inconsciente continue a colaborar. Isso vale para tudo que fizer.

Quando não celebramos é porque queremos que alguém perceba nossos esforços. Buscamos reconhecimento e aprovação externos, justamente porque não estamos nos dando isso. Raramente celebramos e reconhecemos nosso próprio sucesso!

Se ficarmos esperando reconhecimento externo vamos acabar nos decepcionando repetidamente, e o pior é que passamos a desistir de superar novos desafios.

A única pessoa que pode aprovar as suas realizações é você mesmo. Para que isso aconteça você precisa estar consciente dos seu sucesso, das suas falhas, e celebrar quando você vencer. Ouça a voz do seu coração e celebre junto com ele.

Eu vou abrir uma champanhe na sexta-feira para comemorar. E você, será que não tem algo pra celebrar também?


ARNO DUARTE é coach e consultor organizacional na Favoo Desenvolvimento Humano. Adora o que faz, mas não deixa de se aventurar em peças de teatro, videoclipes, música, fotografia, meditação ou em qualquer coisa que estimule expressão e criatividade. Acredita que o sentido da vida é amar e se divide entre projetos pessoais e profissionais buscando a felicidade autêntica nas 30 horas do seu dia.

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Círculo x Espiral de crescimento

Muitas pessoas querem transformar suas vidas, mas acabam resignadas a fazer as mesmas coisas sempre, obtendo os mesmos resultados. Assim como no filme “O feitiço do tempo”, com o Bill Murray, cada um de nós vive em um círculo de repetições diárias, e depois de algum tempo “girando”, passamos a reclamar da situação em que estamos. Poucos conseguem sair dessa rotina e se desafiar em direção ao crescimento. Sair deste círculo é crescer em espiral, adquirir novos conhecimentos, fazer diferente para conseguir resultados diferentes! Confere o vídeo desta semana e se inscreve no canal do Youtube: https://www.youtube.com/c/ArnoDuarte1st

Meditação ativa e produtividade

Fui entrevistado para a revista Bens & Serviços da Fecomercio, edição de março 2017, sobre as meditações ativas e os benefícios em relação à produtividade para os meus clientes de coaching que aceitam o convite da prática:

Arno Duarte, coach na Favoo Desenvolvimento Humano, indica a prática de meditação ativa aos seus clientes. “Costumo dizer que a meditação é um convite, quando a pessoa está pronta, ela experimenta. Eu pratico meditação desde 2007 e certamente tive melhoras em meu trabalho como executivo de RH desde então”, relata. “De forma geral, a prática da meditação no dia a dia me permite estar mais atento às pequenas coisas, detalhes e sensações que a correria não permite percebermos.” Os clientes que topam fazer essa meditação, com movimentos corporais, estranham em um primeiro momento. “Quando eles retornam da primeira prática, trazem relatos de que tiveram sensações, insights e percepções sobre o próprio corpo que revelam muito dos seus momentos de vida e das coisas que trabalhamos nas sessões de coaching, ou seja, suas questões de crescimento pessoal”, descreve Duarte. Diferentemente das meditações orientais, que são calmas – a imagem mais clássica é aquela em que o praticante fica em posição de lótus dizendo “ommmmm” –, a meditação ativa foi desenvolvida para os ocidentais e seu ritmo frenético de vida. É muito difícil para um ocidental parar subitamente a correria do dia a dia e sentar para fazer a meditação clássica. Por isso, aponta o coach, existe a meditação ativa. “Ela começa já com movimentos, acessando partes e espaços do corpo que geralmente não são usados. Ao movimentar o corpo e ativar a respiração, a mente deixa de controlar e apenas somos o que o corpo é. Os pensamentos se vão e o que fica é o que importa naquele momento.”

Confere a matéria completa da Laura Schenkel no link abaixo:

Limites dos limites

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Por Arno Duarte

O último ano foi meu primeiro ano como pai. Tempo em que aprendi, entre outras coisas, que um dos papeis de ser pai é definir limites. E como tem sido duro esse aprendizado…

No início eu quis ser o pai tipo CNV, descolado, moderno, queria fazer diferente, dar liberdade, deixar o guri perceber o que fez, conversar bastante quando algo não ia bem, refletir juntos sobre como deveriam ser as coisas, ouvir a versão dele. Só que a experiência, sempre ela, mostrou que a realidade é bem diferente da teoria.

Eu conversei bastante sim, mas também tive que dizer mais nãos do que eu gostaria, tive que mandar, tive que levantar a voz, tive que ser firme, tive que bater o pé, tive que colocar de castigo, tive que repreender uma, duas, três, várias vezes, olhei com cara de pai brabo (aquela que certamente deixa traumas psicológicos), fiz muita coisa que na expectativa de pai legal eu queria evitar.

Por vezes chorei, achando que eu era um pai pé no saco, que só dizia não pode, não dá, agora não, devagar, espera um pouco, já deu, vamos, acabou, desliga, mastiga de boca fechada, arruma o quarto, não corre, não vai no fundo, volta rápido, limpa isso, hora de dormir, e por aí vai.

Será que esses limites devem ter limites?

A questão é que, como pais, precisamos trabalhar nossa culpa por dar limites. Em verdade nem culpados deveríamos nos sentir, mas já que o sentimento está aí, vamos cuidar dele.

Percebi que por trás daquela vontade de ser o pai legal, também estava o desejo de que meu filho gostasse de mim. Eu queria ser o pai bonzinho, e a cada não que dizia, me frustrava mais um pouco.

Pais foram feitos para serem chatos que de vez em quando são legais.

O limite dos nossos limites está em perceber se nos intervalos entre os “nãos” estamos tendo tempo para pausas com abraço, beijos e brincadeiras.

Uma coisa é certa: nossos filhos não vão gostar da gente por causa dos limites. Vão gostar pelas coisas boas que fizermos juntos, pelo carinho, pelo jogo de taco, pela comemoração de um gol, pela primeira onda que ele surfar, pela emoção de andar de montanha russa, por aquele passeio de bici no parque.

A boa notícia é que momentos de amor não tem limites.

ARNO DUARTE, além de papai adotivo, é coach e consultor organizacional na Favoo Desenvolvimento Humano e mobilizador do movimento Geração Mais Amor. Adora o que faz, mas não deixa de se aventurar em peças de teatro, videoclipes, música, fotografia, meditação ou em qualquer coisa que estimule expressão e criatividade. Acredita que o sentido da vida é amar e se divide entre projetos pessoais e profissionais buscando a felicidade autêntica nas 30 horas do seu dia.

Ensimesmado

Por Arno Duarte

Contou-me um amigo, na casa dos 35 anos, que estava sem rumo na vida, já não tinha certeza de suas certezas, repensava seu passado e não enxergava o futuro. Aliás, seu futuro, em teoria, era tão concreto e rígido, que só em falar a respeito, se partia em pedaços. Era um futuro forjado de expectativas passadas, feito de material não renovável. A vida é maleável, se transforma constantemente, e o futuro será o que queremos que seja.

Construímos o futuro com base em nossos aprendizados e experiências do passado. Quanto mais coisas agregamos em nossa bagagem, mais elementos carregamos para a construção do caminho que vem. Crenças, histórias, sentimentos, decepções, mal-entendidos, histórias não contadas, tudo isso vai moldando nossas escolhas e direcionando quem queremos nos tornar.

O futuro do meu amigo era concreto nas palavras. Sabia onde queria chegar, o que queria fazer, com quem queria trabalhar, o que queria vestir. Mas esqueceu-se de checar neste futuro quem ele queria ser, o que gostaria de sentir, que nível de relações construiria com as pessoas.

De pouco adianta vislumbrar um caminho com base no que fomos. É preciso avaliar constantemente o que sou hoje, como me sinto no agora, que presente é este que estou vivendo, se estou pleno de mim mesmo, se sou neste instante aquele cara que eu admiro. Algo me falta? O mundo sabe quem eu sou? Eu tenho receio que descubram alguma coisa da qual eu me envergonho?

Na estrada dos tijolos amarelos, o desafio principal é conectar com o que faz de você quem você é. Identificar o que não te permite ser o seu melhor, e assumir coragem para fazer o que te faz bem, colocar o mundo no seu devido lugar e girar a roda no seu ritmo. É não nadar contra a corrente, mas deixar-se levar pela correnteza, aceitando o fluxo da vida e navegando na tua essência.

Do contrário, o esforço para ser diferente, mudar-se para ser aceito, só te levará a uma busca sem fim, frustrante e de culpa. A resposta, por mais batido que seja o ditado, está dentro de você. Conte ao mundo a sua história, orgulhe-se de quem você foi, do que você é, aliás, todos já enxergam isso. Querer esconder é inútil.

Seja transparente, não seja semente, seja flor. Aproveite os raios do sol, as gotas do orvalho, saia de baixo da terra e deixe-se ser visto. A vida é mais bela na fragilidade, e também nos conflitos, nos confrontos e na resolução deles. A vida é para ser vivida e não guardada para si, emsimesmado.


Artigo publicado na revista About Shoes, em novembro de 2016:


ARNO DUARTE é coach, mentor e consultor organizacional na Favoo Desenvolvimento Humano, além de co-fundador do movimento Geração Mais Amor e do programa Hands On Experiences. Adora o que faz, mas não deixa de se aventurar em peças de teatro, videoclipes, música, fotografia, meditação ou em qualquer coisa que estimule expressão e criatividade. Acredita que o sentido da vida é amar e se divide entre projetos pessoais e profissionais buscando a felicidade autêntica nas 30 horas do seu dia.

Geração Mais Amor em Pantano Grande/RS

A 2ª Edição do Projeto Geração Click de Pantano Grande foi um sucesso! O evento aconteceu no dia 10 de agosto, no CTG Carreteiros da Saudade. Participaram 600 alunos do 7º, 8º e 9º ano e Ensino Médio. O objetivo do evento foi aproximar empresas e alunos por meio de palestras, case de empreendedorismo e mostra de oportunidades de trabalho e de empresas da região de todos os setores (Indústria, Comércio e Serviços).

Arno Duarte e Leonardo Dutra Guedes facilitaram sobre o tema “Geração Mais Amor: Empreendendo a partir do Coração”, mostrando que cada um de nós precisa se conectar com o amor próprio em primeiro lugar, para a partir daí, se conectar verdadeiramente com o outro, gerando empreendimentos e transformações no mundo com o qual nos relacionamos.

A realização da ONG Foco Empreendedor e Prefeitura Municipal de Pantano Grande contou com o apoio do Sinplast – Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do RS, UNICAL, STARA, Ceel Arroz, Popular Jóias, Agrocampo, Herics idiomas, Sulprint Embalagens, Prato Feito, Sinduscon – Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul, ACI – Associação Comercial e Industrial de Pantano Grande e Agência FGTAS/Sine.

Conheça a ONG Foco Empreendedor: http://www.focoempreendedor.com.br/

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Sobre adotar: carta ao Papai Pop

Por Arno Duarte

Marcos Piangers, nem todo o pai adotivo adota porque sofreu por não engravidar. Nem todo pai adotivo adota por ser um plano B para ter um filho. Nem todo pai que adota, ama porque foi sofrido ou difícil demais. Nem todos adotam porque a inseminação não coube no orçamento.

Pela lógica apresentada, você nunca adotaria (ou precisaria adotar) uma criança, pois já adotou os teus filhos biológicos. A coisa não é tão prática assim.

Também adotamos porque sentimos um chamado do universo, da natureza. Ouvimos um eco no coração e temos certeza de que o fruto do nosso amor está em algum abrigo por aí pensando na gente, sonhando em como será lindo o dia em que nos reencontraremos. Meu filho só nasceu na casa errada e precisei correr para encontrá-lo.

Eu não rezei por um milagre. Eu fui atrás.

Como pai que eu queria ser, tive que gerar meu filho entre certidões de bons antecedentes, comprovantes de residência, contracheques, entrevistas com assistentes sociais, provar que eu sou uma boa pessoa, e esperar bastante, uma gestação que durou muito mais do que nove meses.

Adotar pode ser apenas e simplesmente a escolha de alguns. Não é só a consequência de uma frustração biológica, mas sim o resultado da evolução do amor.

Mas eu sofro sim. Sofro por saber que existem tantas crianças e adolescentes talentosos e com futuros brilhantes por aí, aguardando pais que os vejam como primeira opção! Pais que queiram adotar também os maiores de três anos, os pretos, os deficientes, os que tem alguma doença, os indígenas. Pais que queiram sentir verdadeiramente o amor.

Adotar é trabalhoso e emocionante. Meu sonho para um melhor mundo é que mais pessoas se contagiem no espírito da adoção, casais com filhos, solteiros, casais sem filhos, jovens, idosos, pessoas que enxergam o futuro.

Adoção não é remendo. Adotar é para todos. Nossa obra prima é o amor.

(Resposta ao texto de Marcos Piangers, publicado em 21 de junho de 2016)

ARNO DUARTE, além de papai adotivo, é coach e consultor organizacional na Favoo Desenvolvimento Humano e mobilizador do movimento Geração Mais Amor. Adora o que faz, mas não deixa de se aventurar em peças de teatro, videoclipes, música, fotografia, meditação ou em qualquer coisa que estimule expressão e criatividade. Acredita que o sentido da vida é amar e se divide entre projetos pessoais e profissionais buscando a felicidade autêntica nas 30 horas do seu dia.

Seja impecável com os seus sonhos

Sonhar é fácil, difícil é acreditar que sonhos são possíveis e até mesmo falar sobre nossos sonhos. Talvez seja mais tabu falar sobre sonhos, do que conversar abertamente sobre sexo. Qual o teu sonho mais precioso?

Por Arno Duarte

Sonhar é proibido, é imoral. Como posso sonhar em estar num lugar especial enquanto tem tanta gente precisando de ajuda por aí, enquanto ainda estou estudando, enquanto a economia está passando por um momento complicado, enquanto preciso lutar diariamente para pagar o aluguel?

Sonhar com um melhor mundo, uma vida melhor ou um espaço de paz, pode ficar para depois que eu resolver os problemas de hoje. E assim seguimos a vida, lutando pela sobrevivência, vivendo um dia de cada vez, esperando pelo último.

PERMITA-SE SONHAR

Pensamos que é “viagem”, que falta mais estudo, que precisamos de mais tempo, que precisamos de mais dinheiro, e acreditamos que com todas essas faltas não temos o direito para sonhar.

Mas vou te contar um segredo: sonhar é permitido, mesmo se você se sente incompleto. Em verdade, sonhar é o que vai te completar!

Permitir-se sonhar abre espaço para possibilidades. Pesquise, estude, descubra o que você tem dúvidas e explore suas vontades. Compartilhe seus sonhos, se conecte com outros sonhadores (neste momento pode ter algum bem ao seu lado) e busquem juntos a realização.

FALAR É FÁCIL ENTÃO…

Sim, falar é fácil. Difícil é se mover, desdobrar o sonho em ações práticas que o tornem real e possível. Porque o sonho é só o ponto de partida, ele não é o ponto de chegada!

Para sentir o sonho você precisa conectar com quem você é hoje, fazer as pazes com a sua história, recarregar as baterias da sua criatividade e, somente a partir disso, começar a viver o futuro, assumindo a responsabilidade pela escolha do seu caminho.

O sonho, enquanto substantivo, é o seu Deus, é o seu ser essencial, é um estado de espírito, é a coisa mais preciosa para você, é um filho concebido pelo teu querer, é o despertar para a vida que você quer viver.

Sonhar, como verbo, é a ação, é desenrolar e agir sendo o teu melhor, é sair da zona de conforto e empreender-se constantemente, sentindo o movimento de transformação da sua realidade no agora.

Respire, inspire e transpire o seu sonhar. Permita-se, seja impecável com os seus sonhos.

MUITO LEGAL, MAS COMO COMEÇAR A SONHAR?

Por tudo isso sou tão apaixonado pelo coaching, um processo que possibilita três questões essenciais para o resgate e realização dos sonhos: autoconhecimento, estratégia e colaboração.

Se você não se conhece, terá dificuldades em traçar uma estratégia e sem se relacionar com os outros terá dificuldades em colocar em prática a sua estratégia. Se falhar a estratégia vai faltar ação.

É um círculo vicioso que com a parceria de um profissional coach pode se transformar num círculo virtuoso! Leia sobre o processo de coaching oferecido pela Favoo.

Quero falar um pouco mais desses três pontos em um próximo post, abordando individualmente cada um, como os três se relacionam e de que forma podem te ajudar na descoberta do teu caminho.

“Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada”
Maria Bethânia, Cântico Negro


Artigo publicado na revista About Shoes, em junho de 2016. Faça download do PDF da reportagem clicando na imagem abaixo:


ARNO DUARTE é coach e consultor organizacional na Favoo Desenvolvimento Humano. Adora o que faz, mas não deixa de se aventurar em peças de teatro, videoclipes, música, fotografia, meditação ou em qualquer coisa que estimule expressão e criatividade. Acredita que o sentido da vida é amar e se divide entre projetos pessoais e profissionais buscando a felicidade autêntica nas 30 horas do seu dia.

Amores imperfeitos

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Por Arno Duarte

Éramos dois. Ela, uma mulher gata, madura, segura de si, teimosa, mas carinhosa. Eu, um cara normal, bonito talvez, inseguro, cheio de manias, mas com boas intenções. Um amor imperfeito.

E mesmo não sendo perfeito, escolhemos ser pai e mãe do Cadu, pois pais e mães foram feitos para errar, para serem ultrapassados, para ficarem com vergonha deles na entrada da escola.

Não contentes, queremos mudar a ordem natural das coisas, fazer tudo correto, ter a resposta certa, atender no prazo, superar as expectativas, correr contra o relógio, ser o melhor pai e mãe do mundo e ainda continuar os mesmos namorados de antigamente. Mas nada será como antes.

Quando já não somos só dois a vida de amantes precisa ser reaprendida: os dias, as noites, as madrugadas, o trabalho, as folgas, as férias. Tem sempre um ponto de interrogação na frase. Às vezes umas três exclamações.

Deixamos de viver só pelo amor romântico. O pequeno sonho de nove anos que uniu nossos sorrisos e lágrimas, também tornou nosso amor mais paciente, maduro, sereno, sincero, responsável e brincalhão.

Nosso amor imperfeito evoluiu. Passamos a viver alegrias, saudades, surpresas, questionamentos, reflexões e transformações, agora aceitando nossos defeitos e limites.

Somos e sempre seremos nós mesmos.
Apaixonadamente imperfeitos.

ARNO DUARTE, além de papai adotivo, é coach e consultor organizacional na Favoo Desenvolvimento Humano e mobilizador do movimento Geração Mais Amor. Adora o que faz, mas não deixa de se aventurar em peças de teatro, videoclipes, música, fotografia, meditação ou em qualquer coisa que estimule expressão e criatividade. Acredita que o sentido da vida é amar e se divide entre projetos pessoais e profissionais buscando a felicidade autêntica nas 30 horas do seu dia.

Ser pai em cinco sentidos


Por Arno Duarte

Pais não foram feitos para ficar tanto tempo longe dos filhos. Um dia, dois dias no máximo, é aceitável. Achamos que a tecnologia ajuda a encurtar as distâncias, mas uma mensagem de áudio no whatsapp ou alguns minutos de conversa no facetime nunca vão substituir o gostinho de um abraço.

Esperei quase nove anos para conhecer meu filho, e agora, parece que minhas necessidades básicas mudaram, e meus sentidos estão mais conectados com coisas que antes eu nem sabia que existiam.

Preciso sentir o cheirinho dele de manhã antes de ir pra escola. Preciso ouvir suas histórias mágicas pra viajar junto com ele para mundos de fantasia. Preciso vê-lo faceiro aprendendo a andar de bicicleta e descobrindo a delícia que é o vento batendo em seu rosto. Preciso afofar seus bracinhos pra me dar conta do quanto ele é frágil e sensível. Preciso olhar em seus olhos pra enxergar o brilho do futuro e as infinitas possibilidades que borbulham em sua alma.

Também preciso beijá-lo bastante, mesmo sabendo que nem todos os beijos do mundo dão conta de dizer o quanto eu amo esse pequeno ser que transformou todos os meus dias em uma contagem regressiva pra abraça-lo mais uma vez.

ARNO DUARTE, além de papai adotivo, é coach e consultor organizacional na Favoo Desenvolvimento Humano e mobilizador do movimento Geração Mais Amor. Adora o que faz, mas não deixa de se aventurar em peças de teatro, videoclipes, música, fotografia, meditação ou em qualquer coisa que estimule expressão e criatividade. Acredita que o sentido da vida é amar e se divide entre projetos pessoais e profissionais buscando a felicidade autêntica nas 30 horas do seu dia.