A Aura da Liderança
Postado no 6 de dezembro de 2025 Deixe um comentário
Às vezes, a maior virada de uma carreira acontece quando alguém descobre que liderança não é um cargo, e sim um campo invisível que se expande ao nosso redor.
Esta semana, durante uma conversa de alinhamento, vivi uma situação que me fez refletir sobre como compreendemos e praticamos a liderança.
Conversava com uma profissional em sua primeira experiência formal como líder, enfrentando inseguranças naturais de quem está descobrindo suas próprias fronteiras. Em determinado momento, sugeri que ela “expandisse o espaço” que ocupa como liderança. Na mesma hora, percebi que, para ela, esse “espaço” tinha ganhado outro significado: novos departamentos, novas áreas, novas responsabilidades formais.
Foi então que expliquei algo que talvez pareça simples, mas que raramente é dito:
expandir o espaço da liderança não é necessariamente assumir mais estruturas, mas sim ampliar a sua “aura” como liderança.
Essa aura é invisível, mas profundamente perceptível. Ela se manifesta quando uma pessoa:
• apoia seus pares sem precisar ser solicitada;
• se interessa genuinamente pelo que os outros fazem;
• oferece referências, escuta, clareza;
• torna-se ponto de confiança, mesmo sem estar hierarquicamente acima;
• conduz pelo exemplo, não pelo cargo.
Liderança, nesse sentido, deixa de ser um título e passa a ser um campo de influência, um espaço que se expande à medida em que a pessoa se posiciona com segurança, generosidade, responsabilidade e presença.
É assim que nascem líderes que inspiram, não porque ocupam grandes funções, mas porque criam um ambiente ao redor de si onde outros conseguem crescer, se organizar, aprender e pertencer.
A primeira liderança nem sempre está no organograma. Muitas vezes, ela começa exatamente assim: na decisão de ampliar a própria aura.
Liderar é o exercício de escutar a todos e, mesmo assim, saber que não será possível agradar a todos
Postado no 3 de novembro de 2025 Deixe um comentário
Outro dia, em uma palestra sobre carreiras, uma jovem me perguntou qual havia sido o maior desafio da minha trajetória. Pensei por alguns segundos e respondi: liderar…
Não porque falte preparo, vontade ou propósito, mas porque a liderança é, por essência, um lugar solitário. Não pela ausência de pessoas, mas pela necessidade constante de tomar decisões.
Quem lidera precisa escolher caminhos em meio à complexidade, à urgência e às inúmeras vozes que pedem atenção, cada uma com sua razão, sua expectativa e sua verdade.
Um amigo me disse: “Não podemos olhar para trás e julgar as decisões de quem estava liderando, porque no futuro, olharão para trás e julgarão as nossas.”
Essa frase resume bem o paradoxo da liderança. As decisões são sempre tomadas com base no que se sabe e no que se tem naquele momento. O tempo, porém, muda as circunstâncias, revela novas perspectivas e traz entendimentos que não estavam disponíveis quando as escolhas precisavam ser feitas.
Com o passar dos dias, é natural que as pessoas vejam as decisões de outro ângulo. Essa é a beleza e também o desafio de liderar: cada escolha pertence ao seu tempo, mas os seus efeitos pertencem ao futuro.
Quem lidera precisa aceitar essa solidão: a de ser compreendido apenas em parte, e talvez só com o tempo. A liderança não é sobre agradar, é sobre sustentar o melhor possível diante do que se tem, guiado por propósito, escuta e coerência.
Nem sempre as pessoas concordarão. Nem sempre entenderão. E às vezes a gente também vai errar.
Mas liderar é isso: decidir com o coração e a razão alinhados, sabendo que o julgamento virá de quem não estava lá. E que tudo bem.
Porque o papel de quem lidera não é ser aplaudido, é servir da melhor forma possível, no tempo que lhe cabe.
E quem lidera com essa consciência não busca estar certo o tempo todo, busca estar presente. Presente para escutar, ponderar, decidir e seguir, mesmo quando o caminho é solitário e incerto.
Liderar é cuidar de todos
Postado no 26 de março de 2025 Deixe um comentário
As organizações esperam que o líder seja um guia, alguém que inspira e orienta. Mas quando o ego assume o controle, buscando protagonismo e reconhecimento, ele enfraquece o verdadeiro sentido da liderança. Em um mundo cada vez mais dinâmico, liderar exige cuidar das pessoas, criando um ambiente onde elas possam crescer, contribuir e evoluir juntas.
O papel do líder é complexo e, muitas vezes, distorcido por modelos hierárquicos tradicionais. Desde os primeiros exércitos, a liderança foi associada ao poder, à proteção e à defesa. No entanto, esse poder muitas vezes se impõe pelo medo e pelo controle, enquanto as pessoas anseiam por crescimento, desenvolvimento e colaboração. Algo está errado.
Muito se fala sobre construir ambientes mais humanos, mas isso não é possível quando há relações de superioridade e distanciamento. O líder que realmente cuida não impõe hierarquias rígidas, mas incentiva a colaboração, valoriza a diversidade de pensamentos e reconhece o potencial de cada um.
A verdadeira transformação da liderança está na simplicidade do cuidado. Liderar não é ser melhor ou mais poderoso, mas sim respeitar, fortalecer e inspirar as pessoas a darem o seu melhor. Esse conceito está alinhado a modelos de gestão modernos, que priorizam ambientes colaborativos, inteligência coletiva e uma cultura de confiança e aprendizado.
Criar uma cultura de cuidado significa garantir que cada pessoa tenha espaço para se desenvolver, para errar e aprender, para contribuir de maneira autêntica. O verdadeiro líder constrói um ambiente de confiança e abertura, permitindo que todos se expressem e colaborem. Ele não se coloca no centro, mas se torna um guardião do equilíbrio, garantindo que cada um tenha espaço para crescer e desempenhar seu papel.
É claro que o líder continua tendo responsabilidades e desafios a resolver. Mas a busca por soluções deve ser um exercício coletivo, não uma carga solitária. Liderar é cuidar do ambiente, das relações, das pessoas e dos processos, garantindo que todos possam avançar juntos.
O futuro da liderança não está na imposição, mas no cuidado. Cuidar significa escutar, incentivar, abrir espaço para o diálogo e reconhecer o valor de cada pessoa. Liderar é dar suporte para que os outros cresçam, é enxergar o potencial onde ninguém mais vê, é criar um ambiente onde todos se sintam valorizados e acolhidos.
Artigo publicado no Jornal do Comércio em 26 de março de 2025.
Amores imperfeitos (versão 2018)
Postado no 27 de março de 2018 Deixe um comentário

Por Arno Duarte
Éramos dois. Ela, uma mulher gata, madura, segura de si, teimosa, mas carinhosa. Eu, um cara normal, bonito talvez, inseguro, cheio de manias, mas com boas intenções. Um amor imperfeito.
E mesmo não sendo perfeito, escolhemos ser pai e mãe do Cadu e da Vitória, pois pais e mães foram feitos para errar, para serem ultrapassados, para ficarem com vergonha deles na entrada da escola.
Não contentes, queremos mudar a ordem natural das coisas, fazer tudo correto, ter a resposta certa, atender no prazo, superar as expectativas, correr contra o relógio, ser o melhor pai e mãe do mundo e ainda continuar os mesmos namorados de antigamente. Mas nada será como antes.
Quando já não somos só dois, nem só três, a vida de amantes precisa ser reaprendida: os dias, as noites, as madrugadas, o trabalho, as folgas, as férias. Tem sempre um ponto de interrogação na frase. Às vezes umas três exclamações, mas nunca um ponto final (trocamos por ponto e vírgula).
As contas aumentam, as horas de sono diminuem, e a correria para médico, escola, tema, mamadeira, fralda, futsal, mochila, merenda, soninho, almoço, janta, lanchinho e atenção 24×7 consomem as baterias da gente.
Os pequenos sonhos de onze e um ano e meio nos desafiam a lembrar de viver sempre no amor – talvez não mais tão romântico como o de antigamente -, mas num amor novo, de discussões, de parceria, de pegar junto, de descansar juntos, de chorar e sorrir da loucura que a vida a dois, três e quatro se transformou.
Nosso amor imperfeito segue evoluindo, conscientes de que a única certeza é que o amanhã sempre chegará cheio de novidades, e que para permanecermos nos amando vamos precisar nos transformar todos os dias, aceitando nossos defeitos e limites, sendo apenas humanos.
Somos e sempre seremos nós mesmos.
Apaixonadamente imperfeitos.
O texto original “Amores imperfeitos” é de 22 de março de 2016 e precisou ser atualizado em função das novas aventuras do casal 😉
ARNO DUARTE, além de papai presente, é coach, consultor organizacional e empreendedor de negócios sociais. Adora o que faz, mas não deixa de se aventurar em peças de teatro, videoclipes, música, fotografia, meditação ou em qualquer coisa que estimule expressão e criatividade. Acredita que o sentido da vida é amar e se divide entre projetos pessoais e profissionais buscando a felicidade autêntica nas 30 horas do seu dia.
Gestação expressa
Postado no 21 de dezembro de 2017 Deixe um comentário

Por Arno Duarte
Telefone toca e é um número privado. Estou trabalhando, atucanado, correria, mas atendo.
– “Alou, aqui é do juizado. Vocês ainda têm interesse na adoção”? – pergunta a voz do outro lado.
Pausa, frio na barriga, arrepio, tontura, fico atônito e a vida passa diante dos meus olhos. Segundos parecem horas e lembro que preciso voltar a respirar.
– “Sim, sim, claro. Faz cinco anos que estamos esperando! E agora o que fazemos”? – pergunto num susto.
– “É só aguardar mais um pouquinho, a tarde eu ligo de volta” – responde a voz em tom de suspense.
E a tarde leva anos para chegar, tanto que ligamos de volta para saber mais detalhes. Eu fiquei tão pasmo que não perguntei nada na primeira ligação. Qual a idade? É menino ou menina? Quando podemos pegar ela ou ele? Qual o nome?
– “Falamos na quinta-feira então” – diz com calma a assistente social.
Só ela parece calma, pois nós estamos ansiosos. Serão dois dias a mais esperando. Se horas são anos, dias são eras inteiras!
Na quinta soubemos que era menina, de 1 ano e 2 meses e que em três semanas poderíamos fazer a adaptação, ainda na casa lar, com visitas diárias de uma hora e pouquinho, para nos conhecermos, dar aquele cheiro, pegar no colo e afofar.
Também podemos começar a comprar as “coisinhas” necessárias para receber um bebê em casa. Entenda-se por coisinhas apenas e nada menos do que tudo: fraldas, chupeta, berço, roupas, mamadeira, brinquedos, lenços umedecidos, cadeira do papá, cadeira para o carro, carrinho de passeio, sapatos, arrumar um quarto e mais fraldas. Dava para adicionar à lista um carro maior e uma casa com três quartos e pátio, mas isso terá que esperar.
GESTAÇÃO BIOLÓGICA X GESTAÇÃO ADOTIVA
Os cinco anos que aguardamos na fila da adoção dá pra comparar com o tempo que um casal leva tentando engravidar. Tempo carregado de ansiedade, espera, tentativas, resignação com a espera e finalmente realização!
Já o dia em que me ligaram do juizado é como o dia em que o casal desconfia que engravidou. Aquele quando a menstruação atrasa. A gente quase não acredita, mas dá um pavor misturado com alegria.
O dia em que conversamos com a assistente social é igual ao dia em que o casal faz o teste de gravidez e vai ao médico entender melhor a situação. Agora já era. Virou realidade o sonho!
E finalmente, as três semanas comprando coisinhas para receber o bebê são os nove meses de gestação, tempo que o casal que tem um filho biológico tem para se preparar.
Nós tivemos só três semanas! Adicione nesse caldeirão todas as questões emocionais envolvidas, preparação psicológica do pai, da mãe, do irmão mais velho, dos avós e até do cachorro. Sim, pois é uma mudança de impacto na vida de todos e que precisa ser processada rapidamente!
E tem o dia em que a bebê vem para casa de vez. Assim como uma recém-saída da maternidade, esta vem da casa lar. A mudança também acontece para ela, que precisa se sentir acolhida no novo ambiente. Como o bebê que troca o quentinho da placenta e deixa de ouvir os batimentos do coração da mãe, nossa bebê precisa se acostumar com novos cheiros, novos sabores, um novo espaço pra se movimentar e começar a expandir seu corpo e sua alma.
A partir daí, a vida em família segue sua evolução biológica. Abraços, beijos, carinhos, brincadeiras, choros, birras, manhas. Tudo regado com o amor de pais muito apaixonados, agora multiplicando tudo por dois: Cadu e Vitória <3.
ARNO DUARTE, além de papai presente, é coach e consultor organizacional na Favoo Desenvolvimento Humano e empreendedor de negócios sociais. Adora o que faz, mas não deixa de se aventurar em peças de teatro, videoclipes, música, fotografia, meditação ou em qualquer coisa que estimule expressão e criatividade. Acredita que o sentido da vida é amar e se divide entre projetos pessoais e profissionais buscando a felicidade autêntica nas 30 horas do seu dia.
Quem são os pais dos filhos da sociedade?
Postado no 10 de outubro de 2017 1 Comentário

/// Uma reflexão sobre o papel social de pessoas e organizações em relação às crianças e adolescentes. \\\
Por Arno Duarte
Eu fico impressionado com as histórias de super-heróis, pois todos têm problemas de alguma ordem com os pais: Batman: teve os pais assassinados; Flash: teve a mãe assassinada e o pai preso; Homem Aranha: pais morreram num acidente de avião; Mulher Maravilha: não conheceu o pai; Super Homem: os pais morreram na explosão de um planeta.
Interessante é que todos foram acolhidos por pessoas que transmitiram valores e os ajudaram a se tornarem referências positivas para seus mundos: Mordomo Alfred; Detetive Joe West; Tia May; Comunidade das Amazonas; Martha e Jonathan Kent.
Mas as histórias de alguns super-heróis nem sempre são como nos quadrinhos.
Existem caras como o João, que pode ser um personagem fictício, ou também poderia ser real. Ele está com 18 anos, se reveza a dormir na casa de amigos, pois recém deixou a instituição de acolhimento onde morou desde os sete anos.
Ele já foi um bebê fofinho, mas quando chegou ao abrigo já havia passado da idade preferida pelos pretendentes à adoção, e lá ficou mais de dez anos.
Assim como os outros super-heróis, ele não teve os pais biológicos presentes. Não sabe o que aconteceu. Lembra apenas de passar por várias casas e de nunca entender o que era o vazio que sentia por dentro.
Um vazio que foi preenchido por sentimentos confusos, amizades duvidosas, por aventuras em busca de dinheiro rápido e fugas da realidade. Era como conseguia suportar o abandono e a ausência de sentido na vida. Era como conseguia sobreviver um dia de cada vez.
E pelo caminho ele encontrou a Clara e o Carlos, empresários, que também poderiam ser executivos bem-sucedidos de alguma empresa, ou apenas um casal de namorados que estavam cuidando das suas próprias vidas.
O João abordou eles em uma sinaleira, bateu no vidro, assustando o casal dentro do carro. O João só precisava de um dinheiro para passar a semana, ajuda para comprar alguma comida.
Nos pensamentos de Clara e Carlos, além de passarem suas vidas inteiras num milésimo de segundo, eles se perguntam: “de onde saiu este cara?”
Pois este cara e outros tantos vem de uma situação de abandono, não apenas dos pais biológicos, mas da sociedade em geral.
Qual a nossa responsabilidade enquanto sociedade em relação as crianças e jovens que vivem em casas de acolhimento ou que cumprem medidas socioeducativas?
Quando nós, sociedade, delegamos a responsabilidade para o poder público e ONGs cuidarem de crianças e jovens em situação de abandono ou que cometeram delitos, somos como aquele pai que paga a pensão em dia, mas desconsidera que o que mais importa no desenvolvimento dos filhos é a transmissão de valores.
Assim como pais que trabalham demais e delegam a criação dos filhos para uma babá, estamos fazendo o mesmo com as crianças das casas de acolhimento. Seguimos nossas vidas trabalhando bastante e deixamos para o poder público dar casa e comida, e esquecemos que amor e carinho não se compra com trabalho.
Crianças e jovens que vivem no sistema de acolhimento institucional ou socioeducativo não precisam só do dinheiro dos nossos impostos. Elas também precisam saber que a vida delas é importante, para só assim darem valor às vidas delas e as dos outros.
Lembra que de alguma forma eles já foram abandonados ou maltratados. Por algum motivo eles acham que não foram importantes para alguém, e isso causa uma dor sem comparação, coisa que talvez a gente não consiga perceber.
E quando deixamos de nos envolver emocionalmente com este mundo, estamos semeando também um futuro em que a emoção não é um valor. O dinheiro é o valor que transmitimos. É esse o valor que queremos transmitir?
Além de desigualdade social, estamos gerando desigualdade emocional.
Muitos falam sobre como vamos mudar o mundo, no futuro, e como seria se pudéssemos voltar no tempo para mudar a história do João?
Numa linha do tempo alternativa o João completou 18 anos. Ele foi abandonado aos sete anos, mas neste novo futuro, poder público, ONGs, pessoas físicas e pessoas jurídicas estão engajadas e se apoiam mutuamente para ser a diferença na vida de criança como o João.
A principal evolução, nessa nova linha do tempo, está na compreensão do papel social que cada um tem na construção de um futuro acolhedor para todos.
Pessoas físicas e pessoas jurídicas entenderam que precisavam ter um papel social mais ativo. Papel social é o envolvimento das pessoas com as pessoas. É o envolvimento emocional, a transmissão de valores.
As doações seguem sendo importantes para manter as instituições de acolhimento e de formação socioeducativa, mas o envolvimento humano precisou evoluir.
E nesse novo futuro o João foi muitas vezes acolhido e ouvido por funcionários de empresas que os liberavam algumas horas por semana para a prática de trabalho voluntário nas instituições.
Depois de algum tempo o João entrou em um programa de apadrinhamento afetivo, onde conheceu padrinhos muito legais que o aconselharam em diversos momentos de sua vida.
O João também foi adotado por uma família muito simples, mas que tinha muito amor para oferecer, mesmo para uma criança mais “velha”, que já não era um bebê.
Aos poucos João foi se aproximando do mundo do trabalho, participou de um programa de aprendizagem, fortemente apoiado por empresas, e o melhor: recebeu orientação de profissionais destas empresas sobre as profissões e como poderia construir um futuro brilhante. A aprendizagem para estas empresas era muito mais do que cumprir a cota exigida pela lei.
Por fim, foi contratado pela empresa da Clara e do Carlos, que como empresários que entendem seu papel social, tem um programa de contratação e desenvolvimento de jovens SEM EXPERIÊNCIA vindos da aprendizagem.
A Clara e o Carlos sabem que estão contribuindo para a construção de um futuro melhor, não só para os jovens, mas para eles mesmos! A Clara e o Carlos também ajudaram a mudar os seus próprios futuros.
E a pergunta que eu quero deixar com toda essa história é: qual o teu papel social em relação aos filhos da sociedade?
O tempo para as mudanças é hoje. O futuro será consequência.
NÓS SOMOS OS SUPER HERÓIS QUE PODEM MUDAR O MUNDO AGORA. Temos muitos poderes de transformação, basta colocar eles em prática pensando no futuro que queremos.
(Texto de Arno Duarte, da talk no evento “Como Podemos Mudar o Mundo Juntos”, em 04/10/2017)
ARNO DUARTE, além de papai presente, é coach e consultor organizacional na Favoo Desenvolvimento Humano e empreendedor de negócios sociais. Adora o que faz, mas não deixa de se aventurar em peças de teatro, videoclipes, música, fotografia, meditação ou em qualquer coisa que estimule expressão e criatividade. Acredita que o sentido da vida é amar e se divide entre projetos pessoais e profissionais buscando a felicidade autêntica nas 30 horas do seu dia.
#CPMMJ #papaipresente #paipresente #adoção #adoçãotardia #adocaotardia #adocao
O outro
Postado no 1 de setembro de 2017 Deixe um comentário

Por Arno Duarte
Confesso, muita coisa aconteceu dentro de mim nos meus primeiros meses de paternidade adotiva. Por instinto, posso dizer, me tornei protetor e cuidador de uma pessoinha que passou a ser parte de mim. Somos um, somos nós, é mais vida na minha vida. E nisso também surgiram sentimentos dos quais eu não me orgulho muito.
A expressão “pai é quem cria”, você já deve ter ouvido, implica na existência de um outro pai, seja ele conhecido ou não – e isso é irrelevante, mas na minha cabeça havia sim um fantasma presente.
Eu sentia ciúmes de uma figura inexistente: “pô, eu estou criando ele, eu sou o pai”. Alimentei uma competição interna com o fantasma que só eu via, e ao invés de curar o sentimento, comecei a criar questionamentos em função de crenças que precisei revisitar.
Não quero ser o pai que cria, quero ser “o” pai.
Quem é o outro? Ele ou eu? Preciso ser melhor ou ser apenas eu? Quem eu quero ser? Tantas perguntas, nenhuma certeza. Uma dualidade invadia meus pensamentos constantemente.
Sorte que o tempo e a experiência me ajudaram compreender que eu nunca poderei ser o único pai do meu filho, e que isso também não significa que eu sou o outro.
Percebo hoje o quanto sou babão, repetindo para todo mundo “meu filho isso, meu filho aquilo”, orgulhoso, chato por vezes, fazendo de tudo pra estar sempre presente. Desculpe! É que me sinto completo e inspirado por aquele pequeno ser que me fornece pitadas de carinho diariamente. É impossível ser mais pai do que isso.
Não preciso competir com ninguém, seja de carne e osso, uma imagem, lembrança ou um ectoplasma.
Passei a valorizar mais a expressão “pai é quem ama”, pois, criar sem amor não acolhe nenhum sentido à paternidade.
E amar é fazer de tudo pra estar sempre presente, abraçar, dar bronca, brincar, estudar o tema junto, botar pra dormir, ouvir as pequenas histórias de descobertas e acompanhar o crescimento dele.
Tudo o que eu faço é tentar ser a melhor referência possível de pai, sendo apenas eu mesmo, independente de biologia ou carteira de identidade. A certidão definitiva de paternidade está registrada no cartório do coração, com carimbos de lembranças muito amorosas.
ARNO DUARTE, além de papai presente, é coach e consultor organizacional na Favoo Desenvolvimento Humano e empreendedor de negócios sociais. Adora o que faz, mas não deixa de se aventurar em peças de teatro, videoclipes, música, fotografia, meditação ou em qualquer coisa que estimule expressão e criatividade. Acredita que o sentido da vida é amar e se divide entre projetos pessoais e profissionais buscando a felicidade autêntica nas 30 horas do seu dia.
Como resolver conflitos de forma inteligente
Postado no 29 de agosto de 2017 Deixe um comentário
Para resolver (ou evitar) conflitos de forma inteligente, tu precisa saber sobre dois conceitos bem simples: qual a diferença entre sentimentos e necessidades básicas?
Assiste o vídeo e entende um pouco mais sobre esses conceitos da Comunicação Não-Violenta. Compartilha com aquele amigx, namoradx, esposx ou familiar que precisa aprender a evitar uma briga!
Pra saber mais sobre o método de trabalho que desenvolvo, entra em contato ou acesse: http://www.arnoduarte.com.br/coaching
Acesse o canal do Youtube:
https://www.youtube.com/c/ArnoDuarte1st
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Os grandes culpados pela falta de sucesso!
Postado no 22 de agosto de 2017 1 Comentário
Sabia que os grandes culpados pela não realização dos sonhos das pessoas são elas mesmas? A maioria das pessoas que dizem que não conseguem realizar os seus sonhos acabam colocando a culpa ou responsabilizando os outros, ou o tempo que não tem para realizar as mudanças ou o dinheiro que seria necessário para fazer essas transformações. E será que eles estão certos em afirmar isso? O que poderia ser feito de diferente para atingir resultados diferentes?
Assista o vídeo e entenda melhor sobre como você pode começar hoje mesmo a colocar em prática as transformações que deseja em sua vida.
Pra saber mais sobre o método de trabalho que desenvolvo, entra em contato ou acesse: http://www.arnoduarte.com.br/coaching
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Dia de Cura (ou Dia dos Pais)
Postado no 10 de agosto de 2017 Deixe um comentário

Por Arno Duarte
O segundo domingo de agosto ainda é novidade pra mim, não por eu ser pai há menos de dois anos, mas por, sendo filho há mais de 40, seguir tendo muito o que entender sobre essa relação “cármica”.
Eu amo ser pai. Amo meu filho. Aprendo diariamente com ele, muito mais do que eu ensino. Presunção minha achar que sou o cara com conhecimento, pois o que de melhor posso lhe passar são apenas valores. E por isso chego ao ponto do artigo.
Antes de sermos pais, somos filhos. A data que se aproxima é o melhor momento para refletirmos sobre como víamos e vemos nossos pais, revisarmos os julgamentos que fazíamos quando crianças e que fazemos enquanto adultos, para assim termos a chance de reafirmar o respeito e honrar a nossa origem.
Sou o que sou por tudo que recebi do cara que me criou, que esteve sempre presente mesmo na ausência, enquanto buscava garantir meu sustento com o seu trabalho e estudo, que acertou muitas vezes e errou tantas outras, mas que em todas as situações colocou a melhor intenção possível, querendo que eu me tornasse uma boa pessoa.
Hoje, com maior consciência sobre vida, consigo perceber que eu achava muita coisa sem ter referência alguma, sem saber das dificuldades, das pressões do mundo ou das expectativas e frustrações dele. Eu não conhecia uma coisa chamada realidade.
Agora com meus 40 anos de idade, ainda preciso parar e olhar pra meu pai como uma pessoa, que como eu, sofre com ansiedades, medos, orgulho, vergonha, é passível de tristeza e dor. Pais não são super heróis, pois são gente como a gente, de carne e osso. Quem cuida de quem cuida?
Por isso eu digo que o Dia dos Pais também é um dia de cura, de perdão, de começar de novo se for preciso, de cuidar. É dia de olhar pra frente, com a certeza de que dentro de ti e dentro dele, além do mesmo DNA, tem o sentimento de amor, que pode estar escondidinho num cantinho do coração, mas que talvez só precise de um abraço pra transbordar em lágrimas.
“você culpa seus pais por tudo
isso é um absurdo
são crianças como você
o que você vai ser
quando você crescer”
– Pais e Filhos, Legião Urbana
ARNO DUARTE, além de papai presente, é coach e consultor organizacional na Favoo Desenvolvimento Humano e empreendedor de negócios sociais. Adora o que faz, mas não deixa de se aventurar em peças de teatro, videoclipes, música, fotografia, meditação ou em qualquer coisa que estimule expressão e criatividade. Acredita que o sentido da vida é amar e se divide entre projetos pessoais e profissionais buscando a felicidade autêntica nas 30 horas do seu dia.
Arno Duarte 

