Quem é rico e quem é pobre?

Durante a formação Guerreiros Sem Armas, na comunidade do Morro do José Menino em Santos, decidi compartilhar algumas das vivência nas redes sociais. Logo no rascunho do primeiro post, de imediato, escrevi “uma comunidade carente em Santos” na primeira frase do texto. Aí me dei conta: carente de que?

O que nas carências desta comunidade faz dela tão especial que precisa ser definida com uma marca? Porque eu nunca chamei o prédio de apartamentos aonde eu vivo de carente? Ou mesmo a região aonde eu cresci? Será que a região dos Jardins em São Paulo, ou do Leblon no Rio, não são carentes de algo também?

Já na primeira experiência prática na formação, ao ter um olhar apreciativo sobre a comunidade que visitei, vi que a pobreza está na forma como rotulamos as pessoas e as coisas. Ser pobre, ou carente, como o mundo chama as pessoas que vivem nas periferias de grandes centros, nada mais é do que diminuir os outros diante de nós mesmos.

Pobres somos todos nós, quando subjugamos e eliminamos toda a beleza e possibilidades de algo, sem nem mesmo ter dado a chance desse potencial se revelar.

Ricas são as experiências que as pessoas vivenciam, na exuberância da natureza presente ao seu redor, nas suas crianças livres jogando bola no meio da rua ou descendo a ladeira de bicicleta, em seus abraços calorosos e cheios de sentimento.

Ricos ou pobres são os momentos, as circunstâncias promovidas por nossos comportamentos e ações, independentemente de onde vivemos.

E eu te pergunto: você está pobre ou rico neste momento?

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